Área do Associado:

Favoritos

Login | Cadastre-se


Artigos

Desenvolvimento urbano deve andar na linha

Mai 05 2010

Claudio Bernardes

Claudio BernardesClaudio Bernardes, vice-presidente do Secovi-SP e pró-reitor da Universidade Secovi

 

Recentemente, tivemos a oportunidade de conhecer os projetos do governo estadual para o planejamento e a expansão dos transportes metropolitanos. Em palestra aos associados do Secovi-SP, o diretor da área, Marcos Kassab, apresentou os projetos para o Metrô, trens e monotrilhos, inteligentemente interligados em rede, e seus impactos na capital paulista. A meta é ampliar a mobilidade da população na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e induzir o uso do transporte público em detrimento do particular, hoje utilizado por dois terços dos paulistanos.
 
Uma série de dados reforça a necessidade de investimentos maciços na área. Afinal, a RMSP responde por 19% do PIB e concentra nada menos que 11% da população do País. Uma população que vai continuar crescendo (o índice foi de 1,4% na década passada e a tendência é de incremento médio de usuários do Metrô de pelo menos 5% ao ano). No último século, a cidade de São Paulo cresceu 40 vezes de tamanho. Nova York cresceu apenas três vezes. Não há mais espaço para ampliar o transporte rodoviário. O custo é imenso, pois abrir ruas, hoje, significa expulsar habitantes, comércio, etc.
 
Note-se que, embora a maioria das pessoas trabalhe no centro, a densidade populacional se concentra em áreas outras, como a zona Leste, o que impõe locomoções constantes, com elevação da demanda por transportes. O preço desse deslocamento é monstruoso. Basta considerar o tempo perdido no trânsito para deduzir o que se desperdiça em termos econômicos (um dólar por hora de viagem, conforme cálculos) e quanto isso compromete a qualidade de vida (menos tempo para a família, a cultura, o lazer).
 
Um aspecto da exposição se destacou. Conforme o diretor do Metrô, onde há transporte de massa deve-se aumentar o adensamento, a ocupação. O uso adicional de apenas meio metro a mais na faixa de Metrô e trens permitiria oferecer habitação para cerca de um milhão de pessoas. E o mesmo volume destinado para serviços permitiria gerar milhares de empregos.
 
Debater o adensamento é fundamental para se obter uma cidade mais bem planejada e funcional, com mobilidade, com oferta de trabalho mais próxima do local de moradia, desconcentrando a metrópole. Está provado: o bom desenvolvimento urbano pode e deve andar na linha.
 

Outras notícias de Artigos

Bookmark and Share

Política de Privacidade - Tel: (11) 5591-1300 Ramal 1348

E-Value Tecnologia VirtualGaia